Evaldo Rosa dos Santos, 51 anos, e o catador Luciano Macedo, que passava pelo local, morreram após o veículo do músico ser alvejado pelos militares

Texto / Redação | Imagem / Reprodução | Edição / Simone Freire

O plenário do Superior Tribunal Militar (STM) decidiu, nesta quinta-feira (23) soltar nove militares do Exército que estavam presos preventivamente desde o dia 8 de abril por terem disparado tiros contra o carro em que estava uma família, em Guadalupe, na zona oeste do Rio de Janeiro.

O veículo foi atingido por mais de 80 tiros. O motorista do carro, o músico Evaldo Rosa dos Santos, e o catador Luciano Macedo, que passava pelo local, morreram.

Foram soltos o segundo-tenente Ítalo da Silva Nunes, o terceiro-sargento Fabio Henrique Souza Braz da Silva, o cabo Leonardo Oliveira de Souza, e os soldados Gabriel Christian Honorato, Matheus Sant'Anna Claudino, Marlon Conceição da Silva, João Lucas da Costa Gonçalo, Gabriel da Silva de Barros Lins e Vitor Borges de Oliveira.

Ao todo, 12 policiais militares respondem por homicídio qualificado, tentativa qualificada de homicídio e omissão de socorro. A denúncia foi aceita em 11 de maio pela juíza federal substituta da Justiça Militar, Mariana Queiroz Aquino Campos.

O julgamento a favor da soltura terminou em 12 votos a favor e 2 contra. Votaram a favor o relator do caso no STM, ministro Lúcio Mário de Barro Góes; e os ministros Carlos Augusto de Souza, Álvaro Luis Pinto, Luis Carlos Gomes Mattos, Odilson Sampaio Benzi, Marco Antônio de Farias, William de Oliveira Barros, Cleonilson Nicácio Silva, Artur Vidigal de Oliveira e Péricles Aurélio Lima de Queiroz.

O ministro José Barroso Filho divergiu em parte do voto do relator. A única a divergir totalmente foi a ministra Maria Elizabeth Rocha, que votou pela manutenção de todas as prisões preventivas.

*Com informações da Agência Brasil

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