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Evento ocorre pelo sexto ano consecutivo na cidade de Campinas, interior de São Paulo. O encontro é um espaço para discutir temáticas como a intolerância religiosa, inserção do jovem na sociedade, o protagonismo da juventude, bem como a sua interação com as tradições que os cercam

Texto / Thalyta Martins
Imagem / Reprodução Facebook Casa de Cultura Fazenda Roseira

O 6º Encontro de Juventude de Terreiro da Região Metropolitana de Campinas está com inscrições abertas para jovens de Comunidades Tradicionais de Matriz Africana que tenham idade entre 14 e 35 anos. O objetivo é o fortalecimento e inserção das pautas de uma juventude detentora do direito e cultura da sua tradição e também promover discussões sobre questões políticas, para localizar a função desse jovem de terreiro enquanto sociedade civil.

O encontro acontece nos dias 18, 19 e 20 de janeiro de 2019 na Casa de Cultura Fazenda Roseira e serão aceitos registros até o dia 13 de janeiro do ano que vem. A reunião é organizada pelo Coletivo Juventude de Terreiro RMC, que conta com o apoio da Comunidade Jongo Dito Ribeiro, Casa de Cultura Fazenda Roseira, Reaju, entre outras organizações.

Histórico

O primeiro encontro ocorreu em 2014 e trouxe para o coletivo um panorama geral das dificuldades enfrentadas pela juventude de terreiro. Em 2015, após essas apurações, a segunda edição do evento teve como tema “Pelo direito a nossa tradição” e os participantes puderam trocar experiências e conhecimentos, além de reconhecerem seus direitos e formas de enfrentar as dificuldades (Confira o album de fotos no Facebook). Em 2016, o terceiro encontro foi realizado com o tema: “Nossos elementos, cultura e tradição sobre todas as juventudes”. Em 2017, o quarto encontro teve como finalidade o fortalecimento da rede destes jovens, que discutiram, entre outros temas, sobre intolerância religiosa, genocídio da juventude negra, questões de gênero e patrimônios das Comunidades Tradicionais, sejam eles de natureza material ou imaterial. Em 2018, o quinto encontro pensou questões políticas, como as funcionalidades das cadeiras e sistema de votação governamental.

Além de agregar religiosos, tradicionais e simpatizantes, o encontro é um espaço para discutir temáticas como a intolerância religiosa, inserção do jovem na sociedade, o protagonismo da juventude, bem como a sua interação com as tradições que os cercam. Uma programação inclusiva, coletiva e dinâmica é fundamental para entender as vivências dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, segundo a organização.

Inscrição

O coletivo solicita apoio dos participantes com a contribuição dos itens da lista de mantimentos e materiais de limpeza ou taxa de inscrição no valor de R$30,00. Para se inscrever, basta acessar o link e responder a algumas perguntas. 

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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