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Com atividades gratuitas, a característica em comum nas obras é o protagonismo negro

Texto / Lucas Veloso | Edição / Pedro Borges | Imagem / Reprodução

A partir de hoje (6), o Sesc Vila Mariana promove a 15ª Mostra Internacional do Cinema Negro. A programação é composta por exibições de curtas e longas de diferentes enfoques narrativos levando em conta o protagonismo negro.

Com curadoria de Celso Luiz Prudente, as exibições seguem até 11 de agosto. Além dos filmes, haverá duas mesas de debate sobre a formação da imagem do negro no meio audiovisual.

Para Prudente, a mostra se dedica a questionar os padrões impostos no meio audiovisual, os quais muitas vezes deturpam a imagem do negro, colocando-o em uma posição passiva à imagem construída por um outro, o homem branco.

Entre as obras, está a produção de Glauber Rocha, “Barravento. A história mostra Firmino voltando à aldeia onde foi criado. Lá sente atração por Cota, ao mesmo tempo em que não consegue esquecer sua antiga paixão. Então ele arma um plano para resolver a situação, mas isso prejudica a sua própria aldeia.

A obra “Compasso de Espera”, do diretor Antunes Filho, narra as várias lutas contra o preconceito racial enfrentadas por Jorge, um típico herói brasileiro que combate no dia a dia os resquícios deixados por uma sociedade escravocrata.

SERVIÇO
15º Mostra Internacional de Cinema Negro | De 6 a 11 de agosto, terça a domingo.
Não recomendado para menores de 12 anos | O evento é gratuito, sendo necessário apenas a retirada de ingressos 1h antes de cada atividade 

 

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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