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Com o tema da cerveja, a Nenê da Vila Matilde promete um desfile forte para 2020; Tradicional escola da Zona Leste é uma das cotadas para retornar ao grupo especial em SP

Texto: Pedro Borges | Imagem: AFP

Vencedora de 11 títulos do carnaval paulistano e considerada a campeã do século XX, a Nenê da Vila Matilde está há três anos no Grupo de Acesso do desfile em São Paulo. A comunidade do Largo do Peixe, praça próxima à quadra, espera voltar para Grupo Especial em 2021.

Para isso, a águia da Zona Leste escolheu como samba falar sobre a cerveja. Como a própria letra diz: “gostosa com sabor de quero mais, a cerveja virou...paixão nacional”. A expectativa da escola é levar mais de 2 mil pessoas para o desfile e realizar um investimento de R$ 2 milhões na apresentação da escola.

Quem já teve a oportunidade de visitar o barracão da Nenê da Vila Matilde sabe que a escola virá bonita para a avenida, com fantasias coloridas e carros alegóricos maravilhosos para o público.

Tive a oportunidade de acompanhar um ensaio técnico da Nenê da Vila Matilde, no sábado, 18 de janeiro, quando as quatro mais tradicionais de SP foram para o Anhembi: Camisa, Nenê, Vai-Vai e Peruche. Todos viram uma Nenê que segue com um chão forte, com uma comunidade bem ligada à escola, e uma evolução interessante.

A Bateria de Bamba, apontada como uma das melhores de SP na história, é um show a parte durante todas as aparições da Águia da Zona Leste. Nesse quesito, a escola pode tirar 10 com todos os jurados.

Cravar qualquer resultado para o Grupo de Acesso de 2020 é impossível. A disputa será muito intensa com três tradicionais preparadas para voltarem ao especial e escolas mais novas bastante organizadas, caso de Mocidade Unida da Mooca (MUM) e a Terceiro Millenium.

A certeza, contudo, é de que a Nenê da Vila Matilde está no páreo.

Pedro Borges é editor-chefe e co-fundador do Alma Preta. Pedro também compõe a Rede de Jornalistas das Periferias de São Paulo.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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