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Líder nasceu no dia 31 de janeiro de 1582 e faleceu, aos 81 anos, em 1663, depois de décadas à frente de Ndongo, atual Angola

Texto / Redação | Imagem / Reprodução

Nascida em 31 de janeiro de 1582, Nzinga Mbandi Ngola, a rainha Nzinga, foi - e continua sendo - figura símbolo da resistência dos povos africanos diante da dominação europeia no continente.

Vários nomes são atribuídos a ela, entre eles, Nzinga a Mbande, Nzinga Mbande, Jinga, Singa, Zhinga, Ginga, Dona Ana de Sousa (este último em razão do batismo católico, em 1623).

Filha do rei de Ndongo e treinada desde criança para o combate e o uso de armas, Nzinga comandou os reinos Ndongo e Matamba, importantes territórios africanos, cuja sociedade era hierarquizada e organizada com domínio do comércio, metalurgia e agricultura. Atualmente, são parte do que hoje conhecemos como Angola.

Nzinga subiu ao poder após a morte do irmão Ngola Mbande. Antes disso, já mostrava-se exímia negociadora ao ser enviada pelo irmão à Luanda, um dos maiores centros de exportação de escravizados do continente africano, a fim de negociar um tratado de paz que estabeleceria o respeito à soberania do reino.

Na ocasião, Nzinga exigiu que os portugueses abandonassem suas instalações no continente, que entregassem os chefes africanos prisioneiros e ainda um lote de armas de fogo. Em sinal de sua intenção de celebrar o acordo de paz, aceitou o batismo católico sob o nome português Ana de Souza. A conversão foi um jogo político. Com o passar do tempo, logo os portugueses começaram a descumprir o tratado e novas tensões surgiram.

No cargo de rainha, Nzinga impôs sua autoridade aos chefes locais, conquistou o reino vizinho de Matamba e tornou-se uma forte figura política na região. Durante quatro décadas, representou a resistência do Ndongo e permitiu atenuar os projetos portugueses na região, por meio de táticas de guerrilha e espionagem, dirigindo operações militares, mas também por meio da diplomacia, uma vez que era exímia negociadora.

A Rainha Nzinga morreu aos 81 anos, em 1663. Depois de sua morte, a dominação portuguesa avançou sobre o território acentuando o tráfico de escravizados.
No Brasil, Nzinga também está presente na tradição da Congada.

 O povo preto quer narrar suas histórias

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