fbpx
 

bannerlimpo

Artista reuniu amigos de vários grupos para ajudar na campanha de prevenção ao vírus, que se espalha rapidamente no país do continente africano

Texto: Juca Guimarães I Edição: Nataly Simões I Imagem: Lusa

Diante do avanço da pandemia da Covid-19, o novo coronavírus, em Moçambique, o músico Bob Mahuaie, de 45 anos, compôs uma canção para conscientizar a população sobre a doença. A música conta com a participação de outros artistas do país do continente africano, como a orquestra Timbila Muzimba e o grupo Timbila ta Gwevane. “Não tínhamos outra coisa para contribuir com o povo em geral, senão via música”, diz Mahuaie.

Lançada em junho, a canção “Coronavírus”, disponibilizada no Facebook, foi gravada de forma independente e já se tornou bastante popular no país. Mahuaie tem aproveitado as entrevistas nas rádios para falar sobre a rotina de prevenção ao vírus.

“Agora estamos nos mobilizando para conseguir gravar um videoclipe da música a fim de levar a mensagem para mais pessoas”, conta o músico. O projeto ganhou o nome de Timbila Tathu, expressão que significa “nossas timbilas”. Um instrumento tradicional da cultura Chope, semelhante ao xilofone, e que dá nome também a uma dança moçambicana.

bomusicosmocambiquecorpotexto

(Foto: Acervo Pessoal)

Bob Mahuaie começou a tocar percussão aos seis anos, na Vila Quissico, no distrito de Zavala, região litorânea de Moçambique. O músico também fabrica instrumentos e dá aula de danças tradicionais da cultura Chope. Em 2007, Mahuaie criou o grupo Timbila ta Gwevane, na capital Maputo. Juntos, os integrantes já fizeram shows em vários países.

A banda que se reuniu para gravar a canção “Coronavírus” é formada por Bob Mahuaie, Nelson Beleque, Estevao junior, Elias Mavique e Dorval Mahuaie (da Timbila ta Gwevane); Lucas Macuacua e Celso Durão (da orquestra Timbila Muzimba); Simão Nhacule e Amos lamossene (da Banda Silita); e Rolando Lamossene, Txiga Banda, Pascul Bulule (do grupo Mzeno).

Moçambique registrou 987 casos de Covid-19 e seis mortes até o dia 5 de julho. A preocupação, no entanto, é com a taxa de propagação da doença. Em junho, por exemplo, o país passou de 35º para 20º lugar entre as nações com maior taxa de propagação. Os casos duplicavam a cada 13 dias, enquanto a taxa média mundial era de 35 dias, de acordo com a Organização Mundial de Saúde(OMS) e o Ministério da Saúde de Moçambique.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

Apoie o Alma Preta e nos ajude a continuar contando todas essas histórias.

Vamos fazer jornalismo na raça!

Sobre o Alma Preta

O Alma Preta é uma agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil. Em nosso conteúdo você encontra reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira. Nosso objetivo é construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e recursos através do jornalismo qualificado e independente.

Contato

E-mail
jornalismoalmapreta(@)gmail.com