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País do sudeste africano tem 16 mortes e 2.269 casos confirmados do novo coronavírus; a partir de 18 de agosto serão retomadas algumas atividades nas universidades, academias militares, funerais e culto nas igrejas poderão ter, no máximo, 50 pessoas

Texto: Juca Guimarães I Edição: Nataly Simões I Foto: Anadolu Agency

Com uma população total de 32,2 milhões de habitantes e algumas cidades com mais de 1 milhão de moradores, como a capital Maputo, Moçambique encarou com rigor a pandemia da Covid-19, o novo coronavírus. No país, que contabiliza 16 mortes e 2.269 casos confirmados da doença, a partir de 18 de agosto começam a valer as primeiras medidas de flexibilização do plano de controle na crise epidemiológica.

O Brasil, com uma população quase sete vezes maior que a Moçambique, soma mais de 100 mil mortes por Covid-19, ou seja, 6.250 vezes mais mortes do que o país do sudeste africano.

No país moçambicano, na semana que vem serão retomadas algumas atividades de ensino nas universidades, academias militares, cultos religiosos e funerais. Nas igrejas, o limite máximo será de 50 pessoas. Os funerais também pode ter a mesma quantidade de pessoas, porém, nos casos de óbito por coronavírus, o limite máximo permitido será de 10 pessoas.

O anúncio das medidas de flexibilização foi feito pelo presidente Filipe Jacinto Nyusi, após o pacote ter sido confirmado pelo Congresso Nacional. O país passou por quatro períodos consecutivos de Estado de Emergência para conter a pandemia.

A partir do dia 1 de setembro, serão retomadas as atividades consideradas de risco médio como teatros, cinemas, cassinos e competições desportivas motorizadas. As aulas para crianças e adolescentes e os esportes coletivos só serão liberados no começo de outubro. Até lá, o país segue na campanha de conscientização para a higiene das mãos, o uso de máscaras, distanciamento de 1,5 metro, e o isolamento social.

A fim de conscientizar os moçambicanos acerca dos riscos da contaminação pelo novo coronavírus, músicos de diversas grupos populares de Moçambique se uniram em projeto para gravar uma canção de alerta. A música Covid-19 ganhou um videoclipe, disponibilizado no YouTube.

O instrumentista Bob Mahuaie, de 45 anos, autor da canção conta que a ideia é ajudar a levar informação para a população. Apenas 30% dos moçambicanos vivem em áreas urbanas. “Temos que nos unir para enfrentar esse problema. Não podemos deixar o nosso povo morrer”, diz.

Até o dia 5 de julho, Moçambique tinha 987 casos e seis mortes confirmadas. Em 3 de agosto, o número de casos subiu para 1.946, com 13 mortes. O governo do país não descartou que pode voltar atrás nas medidas de flexibilização caso os números de infectados e mortos aumentem.

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Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
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