fbpx

Hospital-Geral da Vila Penteado atendeu 40% das pessoas que apresentaram quadro grave e morreram em decorrência da contaminação pelo novo coronavírus na periferia da Zona Norte de São Paulo

Texto: Nataly Simões | Imagem: YouTube/Alma Preta

Selecionado pela Secretaria Estadual da Saúde no início da pandemia para atender exclusivamente às vítimas da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, o Hospital Geral da Vila Penteado - Dr José Pangella, localizado na Brasilândia, Zona Norte da cidade de São Paulo, precisou se reestruturar para as demandas do bairro mais atingido pelo vírus.

Em entrevista ao Alma Preta, o diretor técnico de saúde Carlos Alberto de Castro Soares conta que em maio o hospital atingiu seu nível máximo, com todos os leitos de enfermaria e de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) ocupados. A unidade atendeu 40% das pessoas que morreram em decorrência da Covid-19 na Brasilândia.

“Os pacientes que temos atendido chegam na unidade com um quadro mais grave de saúde e a maioria mora na Brasilândia. Nossa equipe convive com duas realidades, a da recuperação e a do óbito. O maior desafio é tirar o paciente do quadro grave e devolvê-lo ao seio familiar”, afirma.

Segundo o profissional de saúde, o hospital registrou 113 óbitos em 60 dias e 279 pessoas foram curadas. “Tem morrido mais gente por conta da existência de comunidades”, explica. O profissional acrescenta que a taxa de contaminação do vírus ainda deve chegar ao seu pico. “Temos ouvidos de nossos especialistas que até o dia 15 deste mês vamos ter um pico absurdo de contaminação”.

O Hospital Geral da Vila Penteado também tem se reestruturado para acolher os profissionais de saúde que estão na linha de frente da pandemia e que apresentam quadros emocionais mais delicados, que podem desencadear problemas como depressão. Confira a entrevista na íntegra:

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

Apoie o Alma Preta e nos ajude a continuar contando todas essas histórias.

Vamos fazer jornalismo na raça!

Sobre o Alma Preta

O Alma Preta é uma agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil. Em nosso conteúdo você encontra reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira. Nosso objetivo é construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e recursos através do jornalismo qualificado e independente.

Contato

E-mail
jornalismoalmapreta(@)gmail.com