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Em meio à pandemia da Covid-19, grupo de apoio muda formato dos encontros e arrecada doações às futuras mães da Cidade de Deus

Texto / Solon Neto I Imagem / Divulgação

Em atividade desde 2017, o Grupo de Gestantes Casa Dona Amélia mudou o formato de encontros presenciais de jovens gestantes e passou a reunir-se através da internet.

O grupo agora busca doações para as futuras mães que enfrentam a gestação ao longo do período da quarentena contra a pandemia do novo coronavírus. O projeto atualmente reúne 19 gestantes, a maioria de famílias com dificuldades financeiras agravadas durante o período de isolamento social.

Rede oferece apoio às jovens contra o estigma da gravidez precoce

Além das dificuldades financeiras, as futuras jovens mães da Cidade de Deus enfrentam o estigma por terem engravidado. No espaço oferecido pela Casa Dona Amélia, elas encontram apoio para seguirem seus projetos, como sonhos e estudos, que frequentemente são abandonados após a gestação.

Sob orientação da psicóloga Ingrid Siss, o grupo identifica as jovens na região e oferece acolhimento emocional e troca de informações e experiências às futuras mães. As participantes do grupo têm entre 17 e 25 anos e contam também com o apoio de mães que passaram pelo espaço.

Como doar

As doações podem ser feitas diretamente com produtos como fraldas, roupas e materiais de higiene básica ou através de depósito em conta corrente. Caso você more no Rio de Janeiro, os itens podem ser recolhidos.

As informações da conta para a doação estão listadas abaixo, assim como os produtos que podem ser doados.

Itens necessários

· Fraldas P e M;
· Lenço Umedecido;
· Pomadas;
· Sabonete Neutro;
· Algodão;
· Álcool 70;
· Cotonete;
· Gazes;
· Mantas / Cueiros;
· Roupinhas.

Dados da conta para doação em dinheiro:

Banco: Itaú
Agência: 6021
Conta Corrente: 57912-0
Correntista: Ingrid Monteiro Siss Braga
CPF: 137955477-25

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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