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Iniciativa é da plataforma de experiências culturais, Pipoca; inscrições vão até dia 8 de fevereiro

Os blocos de carnaval nas periferias estão enraizados em questões culturais e sociais, como religiões de matriz africana, ritmos afro-brasileiros, raça e gênero, e as tradicionais comunidades de samba. Para incentivar a continuidade dessas iniciativas nas festividades de 2019 foi lançado o edital Carnaval na Quebrada.

A iniciativa é da plataforma de experiências culturais, Pipoca. Até o dia 8 de fevereiro, blocos que movimentam territórios periféricos da cidade e mobilizam moradores podem se inscrever gratuitamente.

O projeto, que acontece por meio do Programa de Municipal de Apoio a Projetos Culturais – Pro-Mac, da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo (SP), com patrocínio Nextel, possui duas linhas de fomento: o formato Patrocínio garante aporte financeiro individual de R$ 15 mil para três iniciativas e a linha Apoio, que selecionará oito blocos para distribuir R$ 5 mil para cada organização.

Em 2018, o tradicional carnaval de rua realizado na região central de São Paulo recebeu nove milhões de pessoas, segundo dados divulgados pelo SPTuris. Nas periferias, eles têm movimentado comunidades, mas ainda possuem dificuldades em seguir com programações por falta de investimento.

“A democratização do acesso a recursos financeiros é um fator estrutural, o qual o edital Carnaval Na Quebrada pretende pautar para reconhecer o legado cultural que os blocos das periferias vêm construindo ao longo da história”, explica Rogério Oliveira, da Pipoca.

Para participar do edital Carnaval Na Quebrada, acesse o site  e conheça os detalhes de preenchimento da ficha de inscrição.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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