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O bairro onde a campanha irá beneficiar as famílias fica no distrito de Parada de Taipas, próximo à Brasilândia, onde há a maior concentração de mortes decorrentes da Covid-19 na cidade de São Paulo

Texto / Redação | Edição / Simone Freire | Imagem / Divulgação

Como o objetivo ajudar mais de 50 famílias a receberem um apoio durante três meses, está no ar a campanha “Aquilombando contra a Covid-19”, uma iniciativa do coletivo Esperança Garcia, sediado no Centro Cultural Quilombo da Parada, localizado na comunidade Estância Jaraguá, em São Paulo (SP).

O bairro onde a campanha irá beneficiar as famílias fica no distrito de Parada de Taipas, próximo à Brasilândia, onde há a maior concentração de mortes decorrentes da Covid-19 na cidade de São Paulo. O impacto para essas famílias é econômico e, por isto, o Esperança Garcia conta com a ajuda e contribuição da sociedade para que estas famílias possam ter o mínimo garantido durante a pandemia.

O valor arrecadado será revertido em cestas básicas e kits de higiene, e a distribuição será feita para as famílias já cadastradas pelo projeto, que seguirá as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Como as famílias atendidas estão em uma área de morro, onde não existe asfalto, o que dificulta a logística de toda e qualquer ação, o coletivo criou pontos estratégicos para as entregas, que são as casas de moradores que se tornaram ponto de apoio. Além deles, outros moradores se envolverão na logística, ajudando a carregar as cestas e a organizar a distribuição. Para esses moradores, será oferecida uma ajuda de custo que será subsidiada pela campanha.

Paralelamente, o coletivo composto apenas por mulheres, dará continuidade às ações de comunicação orientando sobre o Covid-19, através de mensagens virtuais e por meio da produção de “lambe-lambes” a serem colados em paredes e postes do bairro. Desta forma, o grupo também manterá um diálogo estreito e direto com a população.

Além disto, as integrantes seguem orientando os moradores sobre como acessar os benefícios emergenciais do governo. A iniciativa é fundamental para manutenção e segurança social, já que a maioria das famílias é chefiada por mulheres, com crianças na rede pública de ensino.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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