Atuantes em projetos sociais, mulheres negras lutam para melhorar as perspectivas de quem vive em regiões periféricas

 Texto / Lucas Veloso e Nataly Simões | Edição / Pedro Borges | Imagem / Reprodução

Envolvidas em projetos que buscam superar as desigualdades sociais e raciais, as mulheres negras exercem um papel importante nas periferias de todo o Brasil. É o caso destas cinco mulheres que, de diferentes maneiras, lutam para melhorar a realidade das regiões onde vivem.

1. Eliete Paraguassu

Eliete Paraguassu

(Foto: Reprodução)

Eliete é moradora da Ilha da Maré, uma comunidade negra e rural da Baía de Todos os Santos, em Salvador. Ela é uma das lideranças mais importantes contra a contaminação da água e os empreendimentos que poluem o meio ambiente, causando a morte de peixes e dos mariscos na região.

Defensora do patrimônio natural da Ilha, ela já se envolveu em diversos movimentos que denunciam a situação na região. Em maio deste ano, apresentou uma denúncia ao Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) que inclui atestado sobre a exposição química no local e o pedido de ações para a solução dos problemas.

2. Jéssica Moreira

Jessica

(Foto: Reprodução)

Natural de Perus, bairro na Zona Noroeste da cidade de São Paulo, Jéssica conheceu os movimentos sociais por ali mesmo. A Comunidade Cultural Quilombaque foi o primeiro movimento em que se envolveu, quando ainda estava na faculdade de Jornalismo.

Em 2012, escreveu um livro sobre a história local e criou um site para falar sobre o Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus, espaço abandonado na região. Ela também faz parte do coletivo Nós, mulheres da periferia, criado para contar histórias de mulheres que vivem nas bordas da cidade.

3. Gleide Davis

Gleideee

(Foto: Reprodução)

Nascida em Salvador, na Bahia, Gleide teve seu primeiro contato com a militância em 2013, época em que foi convidada para adminstrar a página Feminismo Sem Demagogia no Facebook. Hoje, ela atua no coletivo Sarau do Cabrito, que promove atividades voltadas para arte, cultura e cidadania na região periférica da capital baiana.

Gleide também está no último período do curso de Serviço Social na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e constrói sua militância de forma independente nas redes sociais, especialmente em seu canal no YouTube, onde promove o debate sobre gênero, classe e raça, além de diversidade sexual.


4. Thamyra Thâmara

Thamyra

(Foto: Reprodução)

Moradora do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, Thamyra é responsável pela Casa Brota. Pensada com alguns amigos, o espaço é onde as pessoas do entorno encontram oportunidades para pensar negócios e ideias na favela.

Outra idealização de Thamyra é o projeto Favelados pelo Mundo. Na companhia do namorado Marcelo Magano, ela já viajou para países como Angola, Colômbia e México e usa a chance para dar dicas de como aproveitar os lugares gastando pouco dinheiro. Atualmente, os dois estão na Ilha de São Tomé e Príncipe, no continente africano.

5. Karen Oliveira

karen

(Foto: Reprodução)

Karen faz parte de movimentos voltados para a cultura hip hop nas periferias de Ilhéus e Salvador. Graduada em Comunicação Social, ela atua como poeta, MC, produtora cultural e é uma das articuladoras da Batalha das Bruxas, a única batalha de rima voltada para a população feminina na capital baiana.

Neste ano, Karen foi homenageada pelo Prêmio Mãe Ilza Mukalê devido à relevância do seu trabalho na região.

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