Texto: Pedro Borges / Edição de Imagem: Pedro Borges

Formação apresenta textos inéditos em português da ativista e intelectual norte-americana

O coletivo Di Jejê organiza um curso online sobre a ativista e intelectual Angela Davis. As inscrições para a formação, que começa no dia 20 de julho e vai até 5 de agosto, podem ser feitas aqui. As aulas podem ser vistas pelos participantes na plataforma e-learning Moodle, ferramenta aberta, gratuita e de simples manejo.

As atividades acontecem de maneira online e off-line de acordo com os horários de cada um dos inscritos. Ao todo, cada participante acumulará 15h de estudo acerca da obra da autora. O curso é dividido em módulos e cada um deles abordará as principais reflexões durante as cinco décadas de produção acadêmica de Angela Davis.

Entender Angela Davis é mais do que compreender o genocídio e a política de encarceramento. A ativista norte-americana oferece subsídios para uma nova atuação do movimento negro, de acordo com Jaqueline. “O Coletivo vem discutindo em seus encontros de formação, insistentemente, que o movimento nego precisa atualizar seus métodos, conceitos e categorias de analise da realidade, para que tenhamos um avanço real sobre a situação de exploração e opressão dos negros e negras trabalhadores e trabalhadoras no Brasil, e por que não na América Latina”.

O curso dialoga também com a produção de intelectuais negros brasileiros, como Clóvis Moura, Guerreiro Ramos, Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento.

Valor de inscrição:

Pague aqui.

Valor: 80,00

Texto: Pedro Borges / Edição de Imagem: Pedro Borges

Evento terá a presença de Hamilton Borges, articulador nacional da Reaja

A Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto faz lançamento da campanha “Não vote, Reaja” e da nova edição do jornal Assata Shakur no dia 15 de julho. A atividade acontece entre as 18h e as 21h30 na Galeria Olido, centro da cidade.

A Reaja é uma organização do movimento negro de orientação pan-africanista, quilombista, comunitária e que luta contra o racismo, a política de supremacia branca, a violência policial e a seletividade do sistema jurídico brasileiro. A campanha é um dos principais núcleos de resistência no país contra o genocídio do povo negro. “A gente nem precisa mais falar desse negócio de racismo, que é um debate que ficou centrado em um aspecto jurídico, aprovado por deputados e positivado por juízes, advogados e operadores de direito. O que nós estamos debatendo é o ódio anti-negro, é o ódio contra nós, é um ódio incessante, porque a nossa própria existência é uma existência que é fundamentada pela opressão permanente”, explica Hamilton Borges.

O lançamento da campanha “Não vote, Reaja” e da publicação Assata Shakur foram feitas nos estados da Bahia e do Rio de Janeiro. Hamilton destaca que a proposta é algo muito além de um boicote às eleições que acontecem no Brasil neste ano. “O que nós estamos dizendo é o seguinte: “Não vote, reaja”. Não vote, faça alguma coisa. Não vote, saia do seu conforto. Não vote, vá para a comunidade. Não vote, crie escolas. Não vote, colete o lixo e jogue na porta da prefeitura. Não vote, faça alguma coisa. Haja, reaja”.

O articulador nacional da Reaja ainda ressalta a importância de uma mídia negra autônoma e que dialogue com o povo negro. “É fundamental que a gente tenha os nossos próprios veículos de comunicação. E nós da Reaja optamos por criar um veículo de comunicação impresso que é uma tradição da luta negra no Brasil. Desde o pessoal da Frente Negra, desde o pessoal da imprensa negra em São Paulo, em Belo Horizonte, na Bahia, a gente sempre teve um instrumento de comunicação que era nosso, que falava dos nossos dilemas, que era também pedagógico”.

O encontro é organizado em São Paulo pela Reaja, Frente Negra do Grajaú, Posse Haussa e a UCPA (União dos Coletivos Pan-Africanistas).

Texto; Entrevista; Imagens: Pedro Borges / Roteiro; Edição de Imagens: Vinicius Martins

Em 7 de julho de 1978, nas escadarias do Theatro Municipal de São Paulo, nascia o Movimento Negro Unificado (MNU). A organização negra mais reconhecida na história recente do Brasil, teve a participação e foi o berço de grandes nomes da luta negra anti-racista no país.

Além dos entrevistados, Milton Barbosa e Adão Silvério, fundadores do movimento, a organização teve a participação de Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez, Hamilton Cardoso, Abdias Nascimento, entre outros.

Os 38 anos do MNU são um aviso de que a organização política negra é necessária e vital para que o Brasil e o mundo se tornem um lugar melhor.

Durante a conversa, Milton e Adão falaram sobre as diferentes vertentes de pensamento que compunham a organização, as conquistas e as lições do já imortalizado na história, Movimento Negro Unificado. 

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