Texto e imagem: Divulgação

Escritores terão até o dia 20 de fevereiro para enviarem seus textos

O grupo Sarau da Onça, idealizado por jovens do bairro de Sussuarana, foi contemplado com o edital Setorial de Literatura da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), e realiza em maio de 2017 o II Festival de Arte, Cultura e Concurso Literário Sarau da Onça. Oficinas de teatro, dança, Hip Hop e criação literária estão na programação do Festival, além do Concurso Literário que abre suas inscrições no dia 10 de janeiro. O festival é patrocinado pelo Governo do Estado, através do Fundo de Cultura do Estado, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

O concurso literário vai selecionar poemas e contos de cinquenta autores de Salvador. Os vencedores terão seus textos publicados em 5000 exemplares de uma antologia, sem custo para os participantes que vão receber cinco exemplares cada um, a título de direitos autorais.

Os escritores poderão se inscrever gratuitamente do dia 10 de janeiro até as 23:59 do dia 20 de fevereiro, enviando seus textos através do email: saraudaonca@gmail.com, contendo a ficha de inscrição preenchida e os poemas ou contos. Cada autor só poderá se inscrever em uma das categorias.

Quem se inscrever na categoria “Poesia” pode enviar no máximo cinco textos de até 25 linhas, sendo selecionados apenas dois textos de cada autor. Já na categoria “conto”, cada escritor poderá enviar até três textos de até 25 linhas, e será selecionado somente um conto de cada autor.
Outras informações sobre as regras de participação no Concurso Literário Sarau da Onça serão disponibilizadas na página do Sarau no Facebook e em sites parceiros.

Sobre o Sarau

O Sarau da Onça, que atua há mais de cinco anos no bairro de Sussuarana, é fruto da iniciativa de jovens do bairro que insatisfeitos com a situação de violência vivida pelos jovens negros, pobres e periféricos, resolveram atuar como fortes aliados no resgate de valores e na construção de uma sociedade mais igualitária, através da arte. O Sarau é uma das principais opções de atividades culturais e educativas para os moradores do bairro.

Serviço

O quê: II Concurso Literário Sarau da onça
Inscrições pelo email: saraudaonca@gmail.com, de 10/01/2017 a 20/02/2017
Quanto: Gratuito
Informações: (71) 99331-5781 (Sandro Sussuarana) / (71) 98315-0515 (Evanilson Alves)

Fronteiras raciais do cárcere

É com esta abordagem que a Iniciativa Negra tratará a crise no sistema prisional em uma cobertura especial. Entrevistas e artigos de nossa equipe, bem como de parceiras e parceiros importantes, farão a análise desse processo que tem na guerra às drogas a justificação mais forte para sustentar o cárcere e a violação dos direitos humanos da população negra, sobretudo de jovens e mulheres, pobres e periféricas, do país.

O primeiro entrevistado da cobertura especial é o professor de jornalismo da Universidade de São Paulo (USP), Dennis de Oliveira. Ele é coordenador da comissão política da Quilombação – Coletivo de Ativistas Antirracistas, colunista da Revista Fórum e conselheiro da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas.

Entrevista: Pedro Borges

Como você tem avaliado a cobertura midiática acerca da crise carcerária? Ela tem colaborado com o debate público?

Como sempre, a mídia tem tratado o tema em três perspectivas. A primeira é a reivindicação pela segurança dos cidadãos livres e a cobrança das autoridades em "conter" as rebeliões. A segunda é denunciar o problema da superlotação dos presídios e a cobrança de uma melhoria na estrutura carcerária, inferindo que as rebeliões são produtos única e exclusivamente das condições precárias dos presídios. E, finalmente, a terceira perspectiva das coberturas é a guerra das facções do crime organizado.

Em nenhum dos grandes veículos da mídia hegemônica foi abordado o problema da indústria da pena como uma questão central na crise carcerária. Por quê?

Esta é justamente a lacuna que se observa nas coberturas. O discurso da direita tem no recrudescimento da repressão um dos seus elementos centrais. O aumento do encarceramento é apresentado pelos políticos deste campo como uma maior eficiência da política de segurança pública. E foi justamente isto que alimentou a indústria da pena que possibilitou, inclusive, um novo "mercado" para empresas interessadas na privatização das prisões.

Isto atinge frontalmente a ideologia privatista dos neoliberais, campo do qual a mídia faz parte. Note-se que as críticas feitas à empresa que assumiu a administração do presídio em Manaus foram feitas de forma pontual - aquela empresa não é idônea, contribuiu com políticos ligados ao crime organizado, etc -, mas não contrária à proposta de privatização dos presídios.

Outro problema que interdita esta reflexão crítica da indústria da pena por parte da mídia hegemônica, decorre da necessidade de se fazer uma avaliação do Poder Judiciário. A indústria da pena tem na concepção elitista e no racismo institucional do Judiciário as suas principais âncoras. Ora, o Poder Judiciário tem sido o principal ator político, junto com a mídia, na consolidação do golpe parlamentar de agosto de 2016.

Estes compromissos político-ideológicos por parte da mídia hegemônica é que impedem esta abordagem crítica à indústria da pena.

Em meio a esse cenário, qual a importância da mídia contra-hegemônica, negra e fundamentada nos direitos humanos?

Por não estar vinculada a este campo conservador e também por estar vinculada a causa da população excluída do Brasil, a mídia contra-hegemônica tem um papel fundamental em analisar estes fatos sob a perspectiva da periferia.

Não se trata de abordar o assunto como se fosse uma guerra dos cidadãos de bem contra os criminosos, mas sim de discutir como a sociedade constrói mecanismos institucionais e estruturais de excluir determinados setores da população.

E isto é preciso ser feito tratando de temas interditados na grande mídia, como por exemplo, o racismo implícito na política de guerra às drogas, a tendência do judiciário em negar as penas alternativas embora elas estejam previstas; o elitismo e racismo no sistema judicial; o abandono dos detentos por parte do Poder Público, o que faz muitos deles buscarem apoio em estruturas do crime organizado (o PCC surgiu justamente disto), o fato do sistema judicial punir mais os crimes contra o patrimônio que os contra a pessoa (por exemplo, quantos estão presos pelo crime de racismo?), entre outros.

Quais os reflexos dessa cobertura e da política de Estado de construir mais presídios para a população preta, pobre e periférica?

É cristalizar a ideia de que é necessário tratar o problema como uma questão de "guerra" - note a tendência a uma "militarização" do problema, com a convocação das Forças Armadas para conter o conflito - e, por isto, direcionar recursos para os sistemas repressivos que inclui a construção de mais presídios.

Aqueles que tem uma perspectiva distinta tendem a ser marginalizados e até criminalizados pela mídia, como foi o caso absurdo da reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" que insinuou - sem provas - que um juiz de Manaus tinha ligações com o crime organizado e isto acabou provocando ameaças de morte a ele e sua família. Tudo porque este juiz tem uma visão distinta do que é hegemônico no Poder Judiciário.

Texto: Alma Preta / Imagem: Divulgação

As dinâmicas vão ser construídas a partir das experiências ou pesquisas das pessoas inscritas

No dia 18 de Fevereiro, sábado, das 14h às 18h, acontece o curso “O que é o feminismo?”. Organizado pelo Coletivo Dijejê, a atividade ocorre na Avenida Rio Branco, 211, sala 114, e tem o objetivo de apresentar os princípios do feminismo. As inscrições podem ser feitas aqui.

A ideia é sensibilizar as pessoas acerca das questões de gênero ao relatar as origens do movimento e as contribuições sociais do feminismo. A proposta é que as vivências sejam multiplicadas em escolas, sindicatos e organizações comunitárias, para que cada vez mais o público tenha conhecimento dos fundamentos básicos do movimento.

Jaqueline Conceição, organizadora do curso e fundadora do Coletivo Dijejê, almeja apresentar as posições comuns do feminismo, apesar de reconhecer as singulidades da atuação anti-machista de cada país. “O feminismo é uma pratica politica, que se pauta pela luta no campo dos direitos humanos, ou seja, visa garantir os direitos sociais políticos, culturais, estéticos, éticos, sexuais de um grupo que se caracteriza como minoria politica, que são as mulheres. Uma luta feminista ou anti machista, é uma luta por garantia de direitos e equidade civil”.

Ela completa que o exercício político feminista pauta a liberdade plena de todos os indivíduos. Se não for coletiva e total, não há liberdade para as pessoas, de acordo com Jaqueline. “O desenvolvimento da humanidade não pode se dar à custa da vida de animais crianças, idosos, negros, mulheres, gays e todos os grupos lidos como minorias politicas. A humanidade deve desenvolver-se para todos nós. E essa reflexão, o movimento feminista, na sua mais complexa interface, nos proporciona. Ele nos faz pensar, sobre qual mundo queremos e por que queremos”.

Cronograma

14h - Apresentação
14h30m - O que é natural e o que é biológico?
15h - Café
15h30 - A construção social do ser mulher
17hs - A luta de classes é a luta da mulher?
18hs – Encerramento

Serviço

Valor: R$ 75,00
Vagas: 20 lugares

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