O livro "1976: Movimento Black Rio" escrito Luiz Felipe de Lima Peixoto e Zé Octávio Sebadelhe conta a história de um dos maiores movimentos de resistência negro da segunda metade do Século XX no Rio de Janeiro.

Texto / Luiz Felipe de Lima Peixoto
Imagem / Divulgação

No final dos anos 60, uma nova mocidade negra-mestiça-carioca, em sua maioria formada por moças e rapazes oriundos das áreas periféricas da cidade, começava a dar forma ao que ficaria conhecido como Movimento Black Rio, um dos mais criativos e instigantes fenômenos da cultura pop no Brasil. Passadas quatro décadas do big bang, a história desta revolução musical e de comportamento vem à tona no livro "1976: Movimento Black Rio 40 anos", obra dos jornalistas Luiz Felipe de Lima Peixoto e Zé Octavio Sebadelhe produzido com patrocínio da Natura, por meio do programa Natura Musical.

O compêndio de 200 páginas, que chegou ao mercado pela editora José Olympio em outubro de 2016, reconstitui a trajetória do movimento, desde sua origem nos primeiros bailes de black soul dos subúrbios cariocas até a conquista do imaginário nacional, cumprindo o papel de afirmação do orgulho negro, através de uma nova expressão de comportamento e de costumes, apoiada na música e na dança como formas de libertação.

Inicialmente inspirado pela revolução da funk music norte-americana, esse movimento no Rio de Janeiro foi uma afirmação social, estética e musical, que desencadeou uma mudança profunda na música e na cultura negras do Brasil. Tim Maia, Sandra de Sá, Gerson King Combo e Toni Tornado são alguns dos personagens desse relato enérgico, que procura informar os mais jovens que não viveram esse momento revolucionário e dar voz a um período emblemático da nossa cultura, para que nunca nos esqueçamos desse poderosos músicos, djs, dançarinos e frequentadores de bailes que participaram dessa história. Já nas livrarias

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