Documentário foi dirigido pelos jornalistas Daniel Mello e Bruno Bocchini. O filme teve seus direitos adquiridos pelo Canal Brasil. A USP foi a última universidade estadual paulista a adotar o sistema de cotas.

Texto / Daniel Mello
Imagem / Pedro Borges/Alma Preta

A luta que levou a Universidade de São Paulo a adotar cotas raciais em 2017 começou há 30 anos, com a criação do Núcleo de Consciência Negra. O organismo autônomo trouxe para dentro de uma das universidades mais importantes da América Latina a discussão sobre a desigualdade racial e social na academia.

Apesar dos esforços e debates, a USP continuou por décadas como uma universidade essencialmente branca. Mesmo com a lei que, em 2012, passou a garantir uma reserva de vagas para alunos negros, indígenas e egressos de escolas públicas, nas universidades federais, a USP se manteve impermeável às políticas de acesso.

O movimento negro, no entanto, aumentou a pressão, com a criação, no mesmo ano da Frente Pró-Cotas para exigir a implantação de políticas afirmativas na instituição. É nesse momento que é filmado o documentário USP 7%, que retrata o racismo estrutural a partir da disputa política na Universidade de São Paulo. O filme fez pare dessa mobilização ao expôr as barreiras que a universidade impõe aos negros que querem acessar ao ensino superior.

Assista ao documentário USP 7% no link.

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