Evento concretiza o retorno da marca, gerida por mulheres negras com o objetivo de estimular o afroempreendedorismo feminino.

Texto e Foto / Pedro Borges

A 10° edição da Mercado Negra ocorre no dia 12 de Agosto, das 15h às 20h, na União de Mulheres de São Paulo, na Rua Coração da Europa, 1395. O evento, organizado por mulheres negras, tem o objetivo de fortalecer o afroempreendedorismo feminino.

O encontro do dia 12 de Agosto carimba o retorno da Mercado Negra, que ficou por meses sem uma nova edição. Ketty Valêncio, uma das organizadoras da feira, diz que problemas pessoais atrapalharam a continuidade do projeto e que a amizade entre as idealizadoras da marca foi fundamental para o retorno das atividades.

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“A cada dia que passava, surgia uma vontade imensa de estarmos ao lado das mulheres afroempreendedoras que compõem o projeto, apenas pelo fato de vê-las e notarmos que nós não caminhamos sozinhas”, conta Ketty Valêncio.

O encontro oferece um Workshop sobre empreendedorismo e startups, a partir das 15h, com Maitê Lourenço, psicóloga e CEO da Blackrocks. Às 18h, é a vez do Coletivo Luana Barbosa exibir o documentário “Eu sou a próxima”, filme que discute a violência contra a mulher negra e o caso de Luana Barbosa dos Reis, morta depois de ser agredida por policiais militares.

Durante as atividades, as expositoras apresentam seus produtos ao público. As marcas confirmadas até o momento são Eparrei, Heroicas, Livraria Africanidades e Yayá.

As vagas para expositoras são limitadas, dependem da avaliação de uma curadoria da Mercado Negra, e podem ser pleiteadas pelo email mercadonegras@gmail.com.

A Mercado Negra

A Mercado Negra começou em dezembro de 2015 e é organizado por três empreendedoras negras, Mariana Mári, Ketty Valêncio e Dara Ribeiro. O projeto se iniciou quando as organizadoras sentiram dificuldade para expor seus produtos em outros espaços.

“Eu, a Ketty e a Mari nos encontramos e a gente viu a dificuldade que era expor nas outras feiras por conta do preço. Às vezes é o valor do aluguel de um apartamento e você não tem o retorno também. Conversando com várias expositoras, começamos a ver que era uma dificuldade comum”, explica Dara Ribeiro, dona da marca Eparrei.

Mariana, dona da marca Heroicas, foi quem sugeriu o nome do evento. Para ela, é preciso mudar e dar novo significado para tudo aquilo associado ao nome negro. “O motivo foi realmente fazer um paralelo com o “mercado negro”, que é sempre associado a algo ruim, ilegal, por debaixo dos panos e o mostrar como uma coisa boa”.

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