A formação foi construída e ministrada pelo portal Alma Preta. Encontro abordou o histórico da imprensa negra e os padrões de manipulação da grande mídia.

Texto e Imagem / Centro de Convivência Negra (UFMG)
Edição / Alma Preta

O Workshop Mídia e Racismo ocorreu nos dias 1 e 2 de dezembro, na Faculdade de Educação da UFMG e na sede do coletivo de mulheres negras Bloco das Pretas. Ministrado pelo jornalista Pedro Borges, co-fundador do portal Alma Preta, o curso foi realizado pelo Centro de Convivência Negra-CCN, com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE-UFMG).

O curso, parte da programação do Novembro Negro da universidade, foi organizado pelos estudantes negros da UFMG, integrantes do CCN com objetivo de apresentar o histórico da mídia negra no Brasil, entender as técnicas de produção de um texto jornalístico e compreender os padrões de manipulação da grande imprensa. Este curso foi a primeira atividade depois da inauguração do CCN em 27 de outubro de 2017.

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Réplicas de jornas da imprensa negra foram utilizadas durante os encontros (Foto: Centro de Convivência Negra)

“A organização foi realizada a partir da Chamada da PRAE, quando pensamos em mídia negra para abordar a temática racial dentro da mídia, tendo como referência os canais alternativos, em especial o Alma Preta”, conta Doris Faustino, integrante do CCN e graduada em enfermagem pela UFMG.

O jornalista Pedro Borges apresentou a pesquisa “Narrativas brancas, mortes negras” que faz uma análise da cobertura do Folha de São Paulo sobre a crise do sistema carcerário. A metodologia utilizada possibilitou analisar os padrões de manipulação da grande imprensa.

“A metodologia utilizada é simples e permite uma compreensão profunda sobre a linha editorial e os meandros do texto jornalístico escrito pela grande imprensa, sempre escorados no mito da neutralidade e da imparcialidade”, explica Pedro Borges.

Durante o curso foi apresentado o histórico da Mídia Negra e a mesma ferramenta utilizada para analisar o texto da Folha de São Paulo, foi utilizada para análise de um texto da imprensa negra, como fonte comparativa.

O interesse pelo curso se deu pela necessidade de obter mais informações sobre as mídias alternativas, sobre o processo de produção das mídias independentes e compreender como o racismo se manifesta na comunicação e quais seus efeitos para a manutenção das discriminações sofridas pelos afro-descendentes e africanos no Brasil.

“Eu passo a perceber o nível de manipulação da mídia e o seu nível de interesse. A gente percebe também a superficialidade e o descaso dela com relação à população negra”, afirma Wemerson Moreira, graduando em teatro na UFMG.

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Participantes do curso sobre mídia e racismo (Foto; Centro de Convivência Negra)

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