Manifestação acontece de modo simultâneo nos dois estados. Manifestantes em São Paulo também pedem liberdade a Luciano Firmino, Ricardo Santos e Juraci Santos, militantes do MTST presos depois da greve geral do dia 28 de Abril.

Texto / Pedro Borges
Imagem / Divulgação

No dia 4 de Maio, quinta-feira, manifestantes organizam atos pela liberdade de Rafael Braga em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em ambas cidades, os protestos ocorrem de modo simultâneo em frente aos tribuinais de justiça dos respectivos estados. Na capital paulista, a vigília ocorre a partir das 18h na Praça da Sé. No Rio de Janeiro a manifestação tem início às 17h na Avenida Erasmo Braga, 115.

Em São Paulo, o convite pede às pessoas comparecerem à praça com roupas pretas e velas, em homenagem a Rafael e aos demais presos políticos do país. Na capital fluminense, os manifestantes pedem cartazes com o nome do juiz Ricardo Coronha Pinheiro, responsável pela condenação do jovem negro. No meio digital, os organizadores solicitam para que se divulgue as campanhas #SomosTodosRafaelBraga e #RafaelBragaLIVRE, e troquem as fotos de perfil e capa no Facebook por mensagens de apoio ao jovem.

No dia 20 de Abril, quinta-feira, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro emitiu sentença que responsabiliza Rafael Braga por tráfico e associação para o tráfico de drogas. O juiz Ricardo Coronha Pinheiro condenou o ex-catador de latas a 11 anos e três meses de prisão e multa de R$ 1.687.

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No dia 24 de Abril, segunda-feira, entidades do movimento negro articularam a primeira vigília contra a condenação de Rafael Braga na Avenida Paulista. Cerca de 300 pessoas participaram do ato, que começou às 18h no vão livre do MASP e seguiu em direção ao escritório da presidência da república.

Presos durante a greve geral

Em São Paulo, os manifestantes também pedem a soltura de Luciano Firmino, Ricardo Santos e Juraci Santos. Eles foram detidos e mantidos presos “em nome da ordem pública”, de acordo com a decisão da juíza Marcela Filus Coelho. A prisão ocorreu no dia 28 de Abril, quando os movimentos sociais e as centrais sindicais organizaram greve geral e milhares de pessoas ocuparam as ruas do país. 

A Ponte Jornalismo apurou que a denúncia de “incitação ao crime”, que prevê pena de até seis meses de detenção, está sustentada apenas pelo relato dos policiais militares.

Entre os organizadores do ato desta quinta-feira em São Paulo estão a Frente Alternativa Preta, Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira, o MTST, as Mães de Maio, e a Campanha Nacional pela Liberdade de Rafael Braga Vieira.

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