Texto: Pedro Borges / Foto: Divulgação / Edição de Imagem: Pedro Borges

 Obra incentiva a reflexão sobre o espaço da mulher no hip hop

O lançamento da publicação “Mulheres de Palavra” ocorre no mês de maio, na Fábrica de Cultura de diferentes bairros da periferia de São Paulo. No dia 7, a atividade acontece na Vila Nova Cachoeirinha e no Jaçanã. Na semana seguinte, 14, a apresentação ocorre nos bairros da Vila Brasilândia e Jd. São Luis. O encerramento do ciclo está marcado para o dia 28, no Capão Redondo. Todas as rodas de conversa começam às 14h e terminam às 16h.

O principal tema abordado no livro é a dificuldade que as mulheres enfrentam no Hip Hop e no cotidiano. Dory de Oliveira, cantora e compositora, participa da “Mulheres de Palavra” e relata o espaço dado a elas nos shows de rap. “Cada uma tem as suas dificuldades pessoais. A primeira que eu vejo é o machismo, o sexismo escrachado que existe. Às vezes a gente vai num show e dez grupos são de homens e um é de mulher. Isso quando tem mulher para cantar”.

PretaRara2 (SamuelMalbon_MulheresDePalavra)A obra traz a narrativa de 10 rappers do estado de São Paulo que contam a dificuldade de participar de um meio masculino como o Hip Hop. A publicação apresenta também as barreiras cotidianas enfrentadas pelas cantoras, tanto no ambiente familiar quanto no convívio social.

Preta Rara, cantora e compositora, também participa da obra e exalta a importância dela ser divulgada nas periferias de São Paulo. “Outras mulheres acabam percebendo que as mesmas dificuldades e alegrias, às vezes, são parecidas com a das meninas que participaram do livro. Então é bom para divulgar e incentivar a cultura, para que elas possam ser donas da sua própria história, ser protagonistas do seu momento. Acho que essa é a importância, mostrar que é possível e que elas não estão sozinhas”.

A maior parte do grupo é composta por mulheres pretas e periféricas. A ancestralidade, o histórico de resistência da população negra e a relação com o universo das periferias urbanas são outros aspectos de destaque no livro.

Para Preta Rara, o protagonismo e a necessidade da mulher negra contar a sua história tornam a publicação “Mulheres de Palavra” fundamental. “Por isso que eu resolvi participar desse projeto, porque geralmente em vários que eu participo, eu sou sempre objeto de pesquisa, e sempre quem está me pesquisando tem um olhar diferente por não saber o que eu faço. Nesse projeto não, quem entrevista, quem filma, quem grava, quem corre atrás, quem fala, são todas mulheres negras. Quando eu falo sobre opressão, sobre infância, elas se identificam porque elas passaram por isso também”.

DoryDeOliveira2 (RicardoDutra_MulheresDePalavra)A publicação foi idealizada pelas pesquisadoras Fernanda Allucci, Ketty Valencio e Renata R. Allucci, com registro audiovisual de Ricardo Dutra e Samuel Malbon e textos de quatro autoras convidadas, Daniela Gomes, Izabela Nalio Ramos, Nerie Bento, Roberta Estrela D’Alva e será distribuída de maneira gratuita nos principais equipamentos culturais de São Paulo. O projeto foi realizado com o apoio do governo do Estado de São Paulo e da Secretaria de Estado da Cultura, por meio do PROAC Editais.

Confira a entrevista completa com Dory Oliveira:


Serviço: 
Dia 07.05 - Lançamento da Publicação nas Fábricas de Cultura Vila Nova Cachoeirinha e Jaçana
Horário: 14h às 16h
Gratuito
Dia 14.05 - Lançamento da publicação nas Fábricas de Cultura Brasilândia e Jd. São Luis
Horário: 14h às 16h
Gratuito.
Dia 28.05 - Lançamento da publicação na Fábrica de Cultura Capão Redondo
Horário: 14h às 16h
Gratuito.

Contato:
Black Indie Assessora de Imprensa.
Assessora de Imprensa: Nerie Bento.
e-mail: blackindieassessoria@gmail.com

Texto e Foto: Pedro Borges e Mariana Caires. Colaboração entre o Alma Preta e o Periferia em Movimento

 Estudantes vão às ruas e ocupam sessão da ALESP contra a fraude das merendas

Na luta por educação, não tem arrêgo. Nessa terça feira, estudantes secundaristas das escolas estaduais de São Paulo se reuniram em um novo protesto para denunciar o desvio de verba das merendas. Em pauta, também estavam a  institucionalização dos grêmios estudantis nas escolas e a tentativa do governo de emplacar em 2016 a reorganização escolar. O ato aconteceu na tarde do dia 29 de março, terça-feira, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, ALESP.

Os jovens e adolescentes se encontram no cruzamento da Avenida Paulista com a Brigadeiro Luis Antônio para caminharem em sentido à ALESP. Depois de acompanharem a sessão parlamentar e cobrarem os deputados por suas pautas, os secundaristas interditaram o tráfego da Avenida Pedro Álvares Cabral. A repressão policial dispersou os adolescentes, que seguiram com o protesto até a Avenida Paulista. Lá, os jovens também interditaram a avenida, e ao se aproximarem do acampamento a favor do impeachment, instalado em frente à FIESP, foram recebidos com gás de pimenta pela Tropa de Choque da PM.

Gustavo Souza, 14 anos, estudante do colégio Fernão Dias, nega qualquer influência partidária no ato e ressalta a autonomia da manifestação. “O governador de São Paulo é do PSDB e como a gente se manifesta contra ele, colocam a gente totalmente contra o PSDB e a favor do PT. Mas não, a gente não está de nenhum lado, a gente está na resistência dos estudantes, sem ligação com nenhum partido. E é isso que eles colocam, como se a gente estivesse dando o apoio contra um para outro, mas não é isso, a gente está pela gente, não está por nenhum dos dois”.

E não é difícil entender que a luta dos estudantes é legítima e apartidária quando se sabe que o problema está afetando diretamente sua alimentação. Desde que a E.E. Fernão Dias foi desocupada, em 10 de novembro, a falta de merenda tem sido constante. “Teve uma época que o Fernão ficou sem merenda e quando voltou, foi um mínimo. Tinha uns caroços de feijão e arroz e eles estavam com uns bichinhos dentro. Ninguém comeu.”, conta Gustavo.

Estudantes entoaram gritos em sessão na ALESP. Foto: Mariana Caires

As explicações que os estudantes escutam das direções são diversas, e transparecem a retaliação após o movimento de ocupação secundarista. “Eles falam que foi porque a gente ocupou a escola e os alunos roubaram as merendas, sendo que nem era com a merenda da escola que a gente comia, era com doação do pessoal da rua que doava para a gente ocupar a escola. Isso é um reflexo do governo roubando mesmo”, conta Isabela Ferreira, 16 anos, também estudante da EE. Fernão Dias, que ficou ocupada por 55 dias em 2015.

As investigações da Máfia da Merenda (Operação Alba Branca) já prenderam sete pessoas envolvidas nos desvios em cinco municípios diferentes do estado. Mesmo com as prisões e a apuração do caso, não há previsão para que a alimentação nas escolas se regularize. Enquanto isso, os estudantes vêem seu cardápio ficar cada dia pior. “Hoje, no Amélia Kerr Nogueira (Escola do bairro Jardim Horizonte Azul, extremo sul de São Paulo), só deram uma barrinha e água para nós. Tem dia que eles dão arroz, dia que arroz só com carne, não dão salada, nem nada”, denuncia Guilherme Augusto da Silva, 14 anos.

“É uma manipulação o que eles estão fazendo. A própria diretora está querendo comandar o grêmio”

No ano passado,  o governo de Geraldo Ackmin tentou sem sucesso emplacar a Reorganização Escolar. O projeto culminaria na transferência de professores e no fechamento de salas de aula em todo o Estado, atingindo uma rede de 311 mil alunos. A medida foi vista pelo Movimento Secundarista como um retrocesso. Foi com muita mobilização que as “Escolas de Luta’ conseguiram a saída do secretário da Educação, Herman Voorwald, e, no fim de 2015, a suspensão do projeto de reorganização em Declaração no Diário Oficial.

Para 2016, o governo apresentou a proposta de criação de Grêmios em todas as Escolas, afim de estabelecer um diálogo com a juventude, veja aqui. As eleições aconteceriam já nos dias 13 e 14 de abril, mas estudantes relatam que isso não está sendo feito de forma politizada. Para o movimento secundarista, os diretores aliados ao governador querem um grêmio favorável às suas intenções, como mostra recente o comunicado do Sub-comando das Escolas em Luta da Região Oeste.

Guilherme Augusto pensa que o diálogo com a diretoria deve existir, mas destaca que há um limite para a participação da escola nas discussões. “O movimento é estudantil, então não tem essa de diretor. Eles podem ter um porta-voz, mas entrarem no meio não, porque é entre os estudantes. É uma manipulação o que eles estão fazendo. A própria diretora está querendo comandar o grêmio”. Isabela Ferreira concorda de que há uma vontade do estado e das escolas de coordenar a atuação política dos jovens e avisa “que não é assim, quem manda são os estudantes. O próprio nome já fala, grêmio de estudantes, então é isso ai”.

A tentativa de controlar o movimento estudantil por meio da institucionalização já está em curso. O relato de uma jovem estudante do extremo sul de São Paulo que, por segurança, não quis se identificar, descreve o procedimento político interno de um colégio estadual que busca o debate a seu modo, tentando despolitizar a ideia do grêmio.

“Me chamaram, mas a reunião já tinha começado. Quando cheguei lá, pelo o que eu percebi, já estava sendo dito que sairia dali dez pessoas com um determinado cargo. Depois da mediadora apresentar algumas questões eu fiz algumas perguntas, como sobre o processo de democrático, se ele seria mesmo pulado. Ela pediu para eu explicar as etapas, e então eu fiz. Quando ela começou a dizer que concordava comigo, o pessoal achou estranho e uma menina chegou a questionar com os seguintes dizeres: "O professora? Nós teremos que seguir o que ela tá falando, certo? Mas isso não é totalmente diferente do que você disse? Do que era um grêmio e as etapas?", e claro, ela gelou e tentou revirar as coisas dizendo que estava se referindo a um grêmio já formado. Mas o que eu percebi e me irritou, é que ela jogou as coisas no meu colo, ela me exaltou do início ao fim, e (ao menos para mim) estava na cara que era proposital, ela tentou me ganhar...”

A luta dos Estudantes Secundaristas continua. Fortaleça os espaços de discussão!

Anota Aí!

Roda de conversa sobre Grêmios, Máfia da Merenda e Fechamento de Salas+ Exibição do Doc Ocupe-se.

Quando? Domingo, 02 de abril.

Onde? Apeoesp - Subsede Sul - R. Amleto Farro, 480 - Santo Amaro

Ato contra a Máfia da Merenda e o fechamento de salas

Quando? Terça, 04 de abril, às 6h30

Onde? Estrada do M’Boi Mirim. Praça do Piraporinha - nº970.

Relembre a luta das escolas da periferia em:

Antes de a gente ocupar já tinha polícial batendo. Periferia é outra história

Volta às aulas. Não tá tranquilo, mas pode ser favorável

Texto: Juca Guimarães para Ponte Jornalismo / Foto: Juca Guimarães

Criada pela empresária e advogada Eliane Dias e pela Consulesa da França no Brasil, Alexandra Loras, grupo busca compartilhar ideias e experiências para combater o racismo e o machismo

A união é o elemento principal para se vencer uma guerra e mudar os rumos da história, assim como o uso das armas certas. O compartilhamento de ideias e experiências também é fundamental para o fortalecimento de uma causa. Desse modo, uma nova história está sendo escrita por cinquenta mulheres independentes e bem-sucedidas que participam do grupo Negras Empoderadas, criado pela empresária Eliane Dias e pela consulesa da França no Brasil, Alexandra Loras.

Vivendo há três anos no Brasil, a consulesa francesa Alexandra percebeu o quanto o racismo e a falta de oportunidades impactam na vida das mulheres negras. Muitas vezes de forma velada, algumas vezes explícitas e violentas, as manifestações de menosprezo às mulheres negras no Brasil chocaram a diplomata, que decidiu criar um grupo de debates com mulheres negras bem sucedidas e formadoras de opinião para debater o assunto, denunciar atos de racismo e resgatar o orgulho negro.

O grupo foi batizado de Negras Empoderadas para não deixar dúvidas sobre a intenção de reunir e divulgar argumentos e informações que sirvam de contraponto para a narrativa eurocentrista e estereótipos comuns na sociedade.

“A geladeira foi inventada por um negro, o marcapasso também foi invetado por um negro, a antena parabólica e o telefone celular também, muitas coisas importantes e de alta tecnologia foram inventadas por negros.Temos que compartilhar essas informações com as nossas crianças. Porque a ausência, na mídia, da nossa presença em cargos de liderança e de destaque, faz com que 85% das crianças negras com menos de cinco anos de idade identifiquem a boneca branca como linda e boazinha e a boneca negra como a feia e a má”, disse a consulesa Alexandra, durante o encontro do grupo no último sábado (5/3), realizado no Ylê Olá Omi Asé Opô Araká, terreiro de candomblé da Mãe Carmen e do Pai Karlitos, em Diadema, na região do ABCD.

“A nossa religião tem como raiz os nossos ancestrais africanos. Essa ancestralidade que carregamos com muito orgulho. Por outro lado, sofremos também preconceitos e perseguições. Justamente por isso, nós não discriminamos ninguém e apoiamos todas as lutas contra o racismo. Principalmente a dessas tão poderosas e inteligentes”, disse o Pai Karlinhos.

Negras Empoderadas no Terreiro Ylê Olá Omi Asé Opô Araká Negras Empoderadas no Terreiro Ylê Olá Omi Asé Opô Araká

O grupo “Mulheres Empoderadas” foi criado em novembro, quando a consulesa conheceu a advogada e empresária Eliane Dias, presidente da produtora Boogie Naipe e mulher do rapper Mano Brown, dos Racionais MCs.

Eliane já atuava como conferencista e ativista em defesa das mulheres nas periferias por todo País. Juntas, elas foram convidando outras mulheres. “Discutimos todos os assuntos relacionados às mulheres negras. Temos advogadas, professoras, jornalistas, empresárias, todas contribuindo e dividindo experiências. Discutimos a questão da gravidez da jovem negra, a violência contra a mulher, a falta de referências para negros, os motivos que levam a mulher negra à criminalidade”, disse.

Umas das questões discutidas no grupo e que teve grande repercussão nas redes sociais foi a imagem da mulata como objeto sexual exótico na mídia durante o Carnaval. Pela primeira vez, o estereótipo foi questionado de forma contundente. Para Eliane, o surgimento de mais grupos como o dela, em defesa dos direitos das mulheres, está relacionado ao acesso à universidade. “Com o Prouni, mais mulheres negras estão fazendo faculdade, estão estudando, discutindo e se empoderando. A gente entra com uma cabeça na faculdade e sai com outra. A maioria dos estudantes calouros em universidades são mulheres, a maioria negra. Daqui a quatro anos, teremos uma geração ainda maior de mulheres negras e empoderadas”, concluiu.

Além da troca de experiências por conta dos ramos de atividade diferentes, o grupo também faz a ponte entre gerações na luta pelos direitos das mulheres. A mais nova do grupo é a Domênica, de 16 anos, filha da Eliane e do Mano Brown. Com o irmão Jorge, ela criou a sua própria marca de roupas, a Mue, e segue os passos da mãe como emrpresária bem-sucedida.

Por enquanto, o grupo “Negras Empoderadas” é fechado e novas participantes são convidadas por indicação de quem já está na lista. Não existe, porém, um número definido de participantes. O foco é a qualidade do conteúdo compartilhado e multiplicado.

Negras Empoderadas no terreiro Ylê Olá Omi Asé Opô Araká Negras Empoderadas no terreiro Ylê Olá Omi Asé Opô Araká

Para a consulesa Alexandra, a luta contra o racismo terá resultados mais efetivos se for feita uma mudança comportamental coletiva, não apenas dos negros.

“De geração a geração fomos condicionados a achar que o homem era superior a mulher, que o homem branco era superior ao homem negro. E hoje sobrevive uma herança do passado. E eu falo com os brancos e com os negro, olha é muito importante tirar das costas do branco a mochila do passado, porque o branco de hoje não é responsável pelo o que aconteceu ontem. Seria o mesmo que pensar o alemão de hoje é responsável pelos atos nazistas do Hitler, não é? Mas, hoje, somos todos responsáveis para reequilibrar o mundo. Com compaixão e compartilhamento. Temos que entender que não é porque aconteceu a abolição da escravidão há 128 anos que tudo acabou. Existem formas de escravidão modernas no Brasil, que precisamos enxergar e combater”, disse.

Ela argumenta que a herança do racismo está no coração dos problemas de desenvolvimento do país.

“O Brasil é o décimo país mais poderoso do mundo, com o nono maior PIB do mundo, de R$ 66 mil por pessoa a cada ano e, ao mesmo tempo, 80% da população ganha menos de R$ 3 mil por família. É absurdo. Enquanto esta fatia de 80% da população não tiver uma infraestrutura com boas escolas, bom sistema de saúde. de transporte não teremos avanço. O problema do Brasil não é a corrupção apenas, na Europa também tem corrupção, talvez mais sofisticada, mas tem. O problema do Brasil é mesmo o racismo, muito mais do que a corrupção”, disse.

Como exemplo, ela citou que a empresa Google, há alguns anos, fez uma seleção para contratar estagiários negros e publicou anúncios na Universidade Zumbi dos Palmares, por entender que seria o local ideal para encontrar jovens universitários dispostos a concorrer às vagas. “Mas depois de um tempo, não receberam nenhum currículo. A autoestima dos jovens negros no Brasil está tão baixa que eles achavam que não teriam chances de entrar numa empresa como o Google, porque no Brasil as chances não aparecem assim”, disse.

Alexandra disse ainda que, antes de vir morar no Brasil, ela tinha referências diferentes do país. “O mundo tem uma imagem de país do carnaval, do acolhimento, do ‘Tudo joia’, mas eu vejo que também é o país com mais homicídios no mundo e em que 77% dos mortos em homicídios são negros, então existe um genocídio do povo negro sem igual em qualquer outro lugar”, disse.

Por outro lado, ela vê que existe um potencial muito grande para a luta contra o racismo no país e pela ancestralidade africana. Raízes que trazem na sua origem muita riqueza de conhecimentos, por exemplo, a matemática, o conceito de democracia, as técnicas de agricultura moderna surgiram na África, mas essa é uma verdade que tentam apagar para manter em baixa a autoestima do negro.

“O Brasil tem uma diferença muito importante em relação a outros países porque não foram formatados academicamente pelo eurocentrismo clássico, porque até 1930 não tinham universidades aqui, por isso a matriz africana permaneceu forte no Brasil. Nos EUA, só restou um pouco em Nova Orleans, com Carnaval e um pouco comida. No Haiti e na Jamaica, tem um pouco. Mas no resto do mundo, as raízes africanas foram apagadas”, disse.

 

Sobre o Alma Preta

O Alma Preta é uma agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil. Em nosso conteúdo você encontra reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira. Nosso objetivo é construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e recursos através do jornalismo qualificado e independente.

Onde Estamos

Endereços e Contatos
18-80. Jd Nasralla - Cep: 17012-140
Bauru - São Paulo
contato(@)almapreta.com

Mais Lidos