Mel Duarte, autora do livro Negra, Nua e Crua, é slammer, poeta e produtora cultural. A convite do Alma Preta, a escritora organizou uma lista da Slams de poesia que costuma frequentar na cidade de São Paulo.

Texto / Mel Duarte
Edição de imagem / Pedro Borges
Foto / Renato Nascimento (capa), Renata Armelin (Slam13) e Divulgação

Mel Duarte, integrante do coletivo Poetas Ambulantes, é feminista negra, produtora cultural e uma das organizadoras do Slam das Minas, movimento criado para inserir as mulheres no cenário da literatura.

Formada em Comunicação Social, Mel publicou seu primeiro livro em 2013, "Fragmentos Dispersos". Ela também é autora do livro “Negra, Nua e Crua”, com primeira edição publicada em 2016. Hoje, Mel Duarte roda pelos saraus e slams da cidade com a 2° edição da obra. Vale a pena conferir a agenda da poeta na sua página oficial no Facebook. Confira também a lista de slams feita pela escritora.

Slam do 13

Acontece toda última segunda-feira do mês dentro do terminal de ônibus Santo Amaro. Possui dois tipos de batalha, a primeira é o trezinho com poemas de até 13 segundos e a segunda é a batalha de até 3 minutos.

É interessante que ele acontece dentro do terminal porque acaba atingindo as pessoas que estão ali só de passagem e a energia da galera é sempre muito boa!

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Slam das Minas SP

Acontece de forma itinerante e sem dia definido pela cidade de São Paulo. Além das edições extras, a oficial ocorre uma vez por mês e as datas e horários são publicadas nas redes sociais do slam.

Sou suspeita para falar afinal é o slam que organizo e tenho muito amor por ele. Apenas mulheres podem batalhar e votar, mas o microfone é aberto para todos. Em um ano de existência, o slam tem sido uma referência para as manas que estão no processo de desenvolvimento de suas escritas.

Ele é acolhedor e um espaço para bons encontros. Neste ano, uma de nossas integrantes irá para França disputar o campeonato mundial de spoken word em Paris.

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Zap! Slam

Esse foi o primeiro Slam do Brasil, organizado por Roberta Estrela D'Alva e o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. Acontece toda segunda quinta feira do mês, mas por hora, como estão sem sede definida, essa data tem sofrido alterações e é preciso acompanhar o encontro nas redes sociais.

Roberta e sua equipe mostram sempre porque são tão respeitadas na arte de fazer slam. O ZAP! tem uma energia única, sempre muito divertido e inusitado. Quando acaba o evento, você já quer ir ao próximo!

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Slam Resistência

Acontece toda primeira segunda do mês às 19h na Praça Roosevelt no escadão voltado para a Rua Augusta.

Como tem lotado bastante, é preciso chegar cedo para se inscrever no microfone aberto ou na batalha. A apresentação rola sem microfone então é preciso ir com fôlego pra falar alto! Por ser no centro, agrupa uma galera bem diversa e vale a pena conferir.

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Slam da Ponta

Acontece toda primeira sexta-feira do mês no Reação Arte e Cultura, Zona Leste de São Paulo. O espaço é ocupado e bem cuidado pela galera. Sempre rola um café e umas bolachas pra alimentar o pessoal. Acho isso super legal!

Quem toca o slam é o Lucas Afonso, que já foi pra França disputar o mundial, um menino talentoso e engajado.

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Slam da Guilhermina

Acontece toda última sexta feira de cada mês ao lado do Metrô Guilhermina-Esperança, do lado esquerdo ao sair da catraca.

Comandado por Emerson Alcalde, que também esteve na França nos representando maravilhosamente bem, e sua equipe, o Slam da Guilhermina tem reunido muitas pessoas e o que acho mais bacana é que muitas crianças frequentam o encontro. Algumas vão acompanhadas dos professores e acho essa relação ótima, afinal o slam é um espaço de aprendizagem.

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Slam do Grito

Acontece todas as penúltimas quartas do mês do lado da estação Santos- Imigrantes na linha verde do metrô.

Comandado por uma galera super do bem, é um slam que não possui tanto público quanto alguns outros então fica mais íntimo. Ele acontece dentro de um bar.

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